quinta-feira, 4 de março de 2010

VIDAS PASSADAS

A encarnação e reencarnação, ou melhor dito renascimento, não é um tema actual, mas sim um tema que já vem sendo estudado ao longos dos tempos por diversas culturas. Há cerca de quatro mil anos já fazia parte das escrituras sagradas dos arianos, passando pelo lamaísmo no Tibete, pelo hinduísmo na Índia e budismo por todo o Ceilão, Coreia e sudoeste asiático.

Também existem relatos de que este assunto fazia parte da Bíblia, tendo sido retirado por decisão da Igreja.

A encarnação é um período de existência no interior de um corpo. Esta é apenas uma parte de um ciclo de desenvolvimento, sendo que o mesmo, completo, é composto pelo espaço de tempo que decorre desde o nascimento físico até ao próximo renascimento. O tempo que medeia entre a concepção e a transição física (morte), é chamada de "fase terrena" ou "física", enquanto que o espaço de tempo que vai da morte até ao próximo nascimento é chamado de "tempo cósmico", "intervalo espiritual" ou "tempo intermissivo".

A reencarnação é uma sucessão de nascimentos da mesma alma em diversos corpos físicos, não se limitando simplesmente a isso, mas fazendo parte de um processo complexo a que se dá o nome de evolução.

Do mesmo modo que uma planta sobe para chegar à luz, assim também nós subimos, para atingir a iluminação.

Nesta escalada começamos como partículas inconscientes da Consciência Divina e reencarnamos repetidas vezes, de modo a tornarmo-nos parcelas plenamente conscientes da Consciência de Deus.

Embora sejamos almas individuais continuamos a pertencer ao todo e a ser co-criadores com Deus, no plano Divino.

Este processo de crescimento através da reencarnação é muito mais lento do que a maioria das pessoas imagina. É possível viver-se muitas centenas, ou até milhares de vidas, umas mais longas e outras mais curtas. dependendo este facto da capacidade de evolução e do interesse dedicado ao processo.

Existem pessoas que em uma só vida atingem o nível de evolução destinado a muitas vidas, enquanto outras embora consideradas "almas velhas" (almas com muitas vidas), crescem muito lentamente.

A alma investe no corpo físico e na personalidade para atingir assim um maior desenvolvimento.

É assim fácil de entender que o propósito da nossa vida é a evolução, no entanto o nosso caminho é por vezes perturbado por desequilíbrios, produzidos por nós, ao sermos injustos com nós próprios, com os outros e com o planeta, activando assim a Lei da Causa e Efeito (erradamente algumas vezes designado por karma), colhendo assim tudo o que semearmos.

Todos nós já tivemos vidas em que fomos pobres, outras em que fomos bem sucedidos e ricos, tivemos vidas solitárias e outras repletas de amor e amizades. Ocasionalmente, mudaremos de sexo, para proporcionar novas oportunidades que apenas podem ser vividas através do sexo oposto. Tudo isto para aprendermos todas as formas de estar, incorporando todas as raças.

FAMÍLIAS DE ALMAS

No nosso plano de evolução começamos a caminhada integrados em um "grupo familiar", onde podem estar incluídas várias centenas ou milhares de almas.

A maioria das nossas encarnações são cumpridas dentro da "família", estando nós assim ligados ao longo das nossas vidas, com a maioria dos nossos actuais familiares e amigos, aprendendo assim a desenvolver o relacionamento entre os elementos desta família, até chegarmos ao estágio de "Amizade Universal".

Somos como crianças que brincam às famílias; "ontem foste tu o pai, hoje quero ser eu", "está bem mas amanhã seremos só amigos e no dia seguinte seremos marido e mulher".

É comum, para uma vida que tenhamos que cumprir uma tarefa difícil, procurar a companhia de alguém a quem no passado prestámos auxílio, e que esteja por isso com vontade de nos dar o seu apoio.

GRUPOS DE ALMAS

Nos grupos de almas os seus participantes, terão como missão extra a cumprir, o de desempenhar um papel de chefia, trabalhar no desenvolvimento da percepção espiritual ou uma outra actividade no seio do grupo. O seu objectivo é a aceleração da evolução do planeta para onde foram destacados. Trazem como objectivo prioritário o desenvolvimento dos outros, ficando o seu próprio em segundo plano.

Muitas destas pessoas são oriundas de outros planetas e embora interajam com as famílias e as tribos de almas, a sua tarefa principal desenvolve-se dentro do grupo de almas.

Por vezes entre estas almas reencarna um ser ascencionado, apenas com a Consciência do Dharma.

TRIBOS DE ALMAS

As tribos de almas, são constituídas por um número de famílias de almas, que varia de tribo para tribo, em que os elementos que as compõem reencarnam em conjunto, trabalhando no sentido de atingirem os objectivos ao mesmo tempo. A sua principal função é a propagação de capacidades e talentos.

Aqueles com que interagimos de modo significativo, tanto positiva como negativamente, possuem laços de ligação connosco que se formaram em várias vidas passadas. Compreender a dinâmica da ligação, poderá ajudar-nos a ultrapassar muitos dos problemas e enriquecer a interacção, tornando-a mais positiva.

REGRESSÃO

É um método terapêutico, que permite ter acesso a informações e experiências, que se encontram arquivadas no nosso inconsciente e a que chamamos registos akáshicos. Permite-nos encontrar dentro de nós, as causas de problemas que nos afectam no presente.

A Terapia de Vidas Passadas (TVP), com método de Retromemória, ou Regressão de Memória, é um método utilizado há algum tempo, sendo usada por alguns profissionais da medicina, nomeadamente na área da psiquiatria e por psicológos ou por mestres de Reiki. Esta terapia permite-nos ter acesso a traumas que nos continuam a causar bloqueios no presente.

A regressão pode ser conduzida a vidas passadas, à vida intra-uterina ou a outras fases da presente vida.

São diversos os motivos que nos podem levar a recorrer a este tipo de terapia, tais como: libertação de traumas passados que nos causam bloqueios; encontrar explicação e resolver problemas provocados por fobias, medos, sindromas de pânico e angústias; encontrar sua missão de vida; resolução de bloqueios e distúrbios diversos; descobrir a origem de algumas doenças, aliviando-as ou até curando-as; descobrir a origem de pensamentos ou sentimentos de não pertencer a esta planeta, família ou país; descobrir a origem de causas como, marcas ou sinais físicos de nascença, pensamentos recorrentes bem como de situações repetitivas; descobrir a causa de gaguez; aprender mais sobre nós próprios; etc.

Durante a regressão podemos sempre contar com a ajuda do Eu Superior ou do Universo, sendo-nos só permitido tomar conhecimento ou vivenciar situações, para as quais estamos preparados.

COMO NASCEU ORI

ORI em iorubá significa CABEÇA. O Ori está acima dos Orixás, pois nenhum Orixá, nem mesmo Olodumare atenderá um pedido do ser humano, que não tenha sido autorizado por seu Ori.

Conta a lenda que os Orixás e Ancestrais se rebelaram, querendo ter os poderes e a sabedoria do Deus supremo. Como mensageiro nomearam Exu, que levou as reivindicações a Olodumaré. Este lhes enviou um poderoso obi, e, orientado por Ifá, determinou que após deixá-lo a noite inteira numa encruzilhada, os Orixás e Ancestrais deveriam tentar parti-lo para mostrar seu poder.

Ori era apenas uma pequena bola, que não possuía sequer um corpo para se apoiar, e ninguém o respeitava. Para conseguir partir o obi, procurou Ifá, que o aconselhou a fazer uma oferenda para os Odus, para conseguir a força de todos eles. Além disso deveria espojar-se na poeira do chão por algumas horas.

No dia seguinte todos já estavam preparados para tentar partir o obi, quando chegou Ori, espojando-se na poeira. Um a um os Orixás foram fracassando na tentativa, pois o obi era muito forte e resistente.

Ori se apresentou e, como última opção, deixaram-no tentar. Com seu peso caiu sobre o obi, que se partiu em seis gomos. Todos ficaram muito felizes.

Olodumaré, ao receber a notícia, imediatamente enviou uma linda almofada, onde Ori se instalou. Dessa forma Ori ganhou um corpo para sustentá-lo. Orixás e Ancestrais exclamaram: ORI APERE!

A partir desse momento, Ori nasceu. Passou a ser dotado de Iwa, a existência, dada por Olodumaré, como prémio por ter sido o único a conseguir partir o fruto-ventre.

VIAGEM ASTRAL

Já todos sentimos algumas sensações, tais como acordar repentinamente com a nítida ideia de termos tido uma queda ou termos tido um sonho que mais parece realidade devido aos sentimentos e às emoções sentidas.

É a capacidade que o ser humano tem de sair do corpo físico e afastar-se, utilizando o corpo astral, que leva com ele a consciência da pessoa.

É um fenómeno comum a todos nós, mesmo que não se tenha consciência desse facto.

Sair do corpo e viajar no astral além de ser uma experiência muito interessante, é também uma forma de encarar a vida de maneira diferente, fazendo expandir o nosso entendimento da vida e do Universo, descobrindo que a nossa consciência pode viver em separado do corpo físico, compreendendo assim que a alma continua a viver, mesmo após a morte física, não sendo assim o fim, mas na verdade o começo de uma nova aventura.

Viagem Astral (assim conhecida pelo esoterismo), também é conhecida por Projecção Astral (na Teosofia), Experiência Fora do Corpo (na Parapsicologia), Desdobramento (no Espiritismo), Projecção de Consciência (na Projeciologia), Videhiha (na Índia), etc.

CORPO ASTRAL OU PSICOSSOMA

O Corpo Astral é a parte extra-física do corpo físico. É um duplicado perfeito mas muito mais fino e menos denso que o corpo físico, havendo referência que o corpo astral tem cerca de um milionésimo da densidade do corpo físico e que pesa entre 28 e 42 gramas.

É assim normalmente invisível ao olhar e intangível ao toque físico.

Quando estamos despertos o corpo astral coincide com o físico, mas quando adormecemos ele destaca-se dando assim origem à projecção astral.

Quando viajamos no Astral, e em virtude do corpo astral manter a forma do físico, somos facilmente reconhecidos por todos os que nos conhecem fisicamente. O Corpo Astral também é conhecido por Duplo Astral, Segundo Corpo, Corpo Energia, Kha (Egípcios), Nephesch (Hebreus), etc.

O corpo Astral mantém-se ligado ao corpo físico pelo cordão de prata durante toda a vida, quebrando-se este quando a vida termina, desligando-se assim o corpo Astral do corpo Físico.

CORDÃO DE PRATA

O cordão de prata é a ligação do corpo físico ao corpo astral, através do qual é transmitida a energia vital para o corpo físico, durante a projecção astral. Mantém sempre os dois corpos interligados, independentemente da distância a que se encontram, sendo o cordão de prata como um cabo grosso, quando o corpo astral está próximo do físico, tornando-se mais fino e subtil à medida que os dois corpos se vão afastando.

Por mais afastados que estejam o cordão de prata jamais se partirá, antes funcionando como um elástico, e trazendo sempre de volta o corpo astral, por mais longe que ele se encontre.

O Cordão de Prata também é conhecido como Cordão Astral, Fio de Prata, Cordão Luminoso, Cordão Vital, etc.

PLANO ASTRAL

O Plano Astral é um Universo Paralelo ao nosso, é a Quarta Dimensão. Durante a projecção astral, consegue-se fazer o que se quiser e ir onde o nosso pensamento desejar.

Não existe espaço nem tempo, mas sim forma pensamento, pensa-se num lugar e quase de imediato estamos lá.

Existem no entanto algumas limitações, por exemplo muitas pessoas não são capazes de tornar-se visíveis ao visitar um amigo ou familiar, no entanto algumas pessoas conseguem.

Pessoas há que embora não vejam a presença de outra pessoa em viagem astral, no entanto sentem a sua presença.

COMO SE DÁ A PROJECÇÃO

Durante a viagem astral a projecção pode ser involuntária ou voluntária. A maior parte das projecções involuntárias acontece ou durante um sonho ou nas experiências de quase-morte.

Neste caso de projecção a pessoa não tem consciência do que lhe está a acontecer, observando por vezes o seu corpo físico deitado na cama e imaginando que estão desencarnados, procuram desesperadamente mergulhar violentamente no seu corpo físico. Muitos dos sonhos de voo e de queda estão estreitamente relacionados com esta experiência.

Entretanto, outras pessoas que se projectam involuntariamente sentem-se com uma sensação de flutuação e liberdade tão boa, fazendo-os sentir demasiadamente bem, para se questionarem sobre o que se está a passar.

Ao acordar, algumas imaginam que aquela experiência foi um sonho bom.

Existem pessoas que praticam viagem astral voluntariamente, comandando neste caso a experiência, tendo total consciência de que estão fora do corpo.

Podem assim observar calmamente o seu corpo, viajar e visitar com tranquilidade todos os lugares que desejem, na Terra, podendo voar e atravessar objectos físicos.

Durante estas viagens podem encontrar-se e contactar com outras pessoas em viagem astral ou com entidades desencarnadas.

Podem regressar quando desejarem, bastando para isso, pensar no seu corpo físico para que o corpo astral fique novamente ligado ao físico.